domingo, 6 de março de 2011

BRITO

Hércules Brito Ruas
Nascimento: 9/8/1939, Rio de Janeiro-RJ
Período: 1957 a 1969
Posição: Zagueiro
Títulos: Taça Guanabara (1965), Rio-São Paulo (1966)



           O XERIFE DOS ANOS 60










 "Brito iniciou sua carreia no Vasco da Gama. Como o Vasco tinha uma zaga de Seleção Brasileira – Bellini e Orlando Peçanha – o jovem zagueiro foi emprestado ao Internacional de Porto Alegre em 1958, através da influência do jornalista Luiz Mendes que o recomendou ao clube gaúcho. Lá, Brito ganhou experiência, para retornar ao Vasco da Gama como titular." (blog.maismemoria.net)

Brito era um zagueiro que não brincava em serviço, sempre jogava sério, com muita garra! O site NETVASCO homenageou o ex-capitão vascaíno com a matéria publicada em 09/08/2004, quando ele completou 65 anos:

"Imagine que você é um zagueiro de 19 anos do time juvenil do Vasco e sonha em estrear na equipe principal. Devido a convocações para a Seleção e contusões dos profissionais, você é lembrado pelo treinador para completar o elenco numa excursão de meio de ano ao exterior. A certa altura, o titular da sua posição se machuca e você precisa substituí-lo. Quando se dá conta, você está em pleno gramado do Parc de Princes, na decisão do Torneio de Paris. São 10 minutos do segundo tempo e o Vasco está empatando por 2 a 2 com o bicampeão europeu Real Madrid. Sua missão é marcar o argentino Di Stéfano, considerado o melhor jogador do mundo. O que você faz?

O jovem Brito na capa da Revista do Esporte n.167
"QUEM É E COMO É BRITO - substituto de Bellini"
Foi assim que Hércules Brito Ruas começou sua trajetória na equipe profissional do Vasco. Brito relembra esse dia (14 de junho de 1957) com carinho:

"Foi um momento único e marcante. Jogar por um grande time como o Vasco, e ainda mais na Europa, foi uma sensação inesquecível. E contra um senhor time, que era o Real Madrid. Era uma tremenda responsabilidade. Jogar com aquelas feras todas foi demais!"

O final da história é conhecido. O Vasco derrotou o Real Madrid por 4 a 3 e conquistou o título. E os vascaínos viram surgir um jogador que honrou a camisa cruzmaltina por mais 12 temporadas, até 1969 (à exceção de um curto período em que defendeu o Internacional-RS, em 1958).

Brito foi o capitão do Vasco durante a maior parte da década de 60, um período de poucos títulos cruzmaltinos. Ainda assim, levantou dois canecos: o da primeira Taça Guanabara, em 1965, e o do Rio-São Paulo de 1966 (dividido com Botafogo, Corinthians e Santos). Convocado para a Seleção Brasileira, participou da Copa de 1966 na Inglaterra.

Vasco Campeão da Primeira Taça Guanabara (1965)
(foto: site do Mauro Prais)

Em 1969, Brito trocou São Januário pela Gávea. No ano seguinte, alcançou sua maior glória: titular absoluto da Seleção Brasileira tricampeã mundial no México, sendo considerado ainda o jogador de melhor preparo físico da competição. Foram, ao todo, 61 jogos com a "Amarelinha", entre 1964 e 1972. Além do Tri no México, Brito também conquistou o Torneio da Independência, em 1972.

C. A. Torres, Brito, Piazza, Félix, Clodoaldo e Everaldo
Jairzinho, Rivelino, Tostão, Pelé e Paulo César.
Copa de 1970 - Brasil 1x0 Inglaterra

Do Flamengo, transferiu-se para o Cruzeiro em 1970 e, no ano seguinte, para o Botafogo. Em 1974, Brito foi para o Corinthians e, de lá, para o Atlético Paranaense, em 1975. Jogou ainda pelo River, do Piauí, em 1979, quando encerrou sua carreira." (site NETVASCO)


Brito - capitão vascaíno nos anos 60

Brito é um legítimo elemento da disnatia de grandes zagueiros do Vasco, revelado nas divisões de base e subindo à equipe titular após a saída de Bellini. Nos anos 60, quando o Vasco não teve grandes equipes, Brito era a principal estrela cruzmaltina e capitão do time. Excelente marcador e dotado de um vigor físico impressionante, foi convocado pela primeira vez como titular da Seleção em 1964, na Taça das Nações. Depois disso, raramente deixou de ser convocado até 1972. Foi titular absoluto da Seleção Tricampeã do Mundo em 1970, alguns meses após deixar o Vasco, tendo sido considerado como o jogador de melhores condições atléticas daquela Copa." (site do Mauro Prais)






REGISTROS:


- Em 1970, Brito recebeu a Bola de Prata da Placar;

- Em outubro de 1971, Brito, jogando pelo Botafogo, perdeu a cabeça e agrediu o árbitro José Aldo Pereira com um soco no estômago e chegou a pegar um ano de suspensão (mais tarde foi beneficiado pelos serviços prestados à Seleção Brasileira e teve sua pena reduzida).

 

Figurinha do Álbum da Copa de 70

BRITO NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Na Seleção Principal: 61 jogos, 45 vitórias, 11 empates, 5 derrotas
Gols: 1

Copa do Mundo: 1966, 1970
Jogos em Copa do Mundo: 7 jogos, 6 vitórias, 1 derrota

Títulos: Copa do Mundo (1970), Copa Rocca (1971), Taça Independência (1972)
(fonte: livro "Seleção Brasileira 1914 - 2006")









GALERIA DE IMAGENS DO CAPITÃO BRITO


Capitão Brito ergue a Taça Guanabara de 1965


Vasco Campeão da Primeira Taça Guanabara (1965)


Final: Vasco 2x0 Botafogo
gols: Oldair, Paulistinha (contra)

Vasco jogou com: Gainete, Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luisinho, Célio, Mário e Zezinho. (técnico Zezé Moreira)










VASCO 1966

Foto do acervo do Valdir Appel, ex-goleiro,
escritor e autor do blog "Na Boca do Gol"

  
Revista do Esporte n.391





BRITO e FONTANA

Nos anos 60, Fontana foi companheiro constante de Brito, formando a famosa dupla de zagueiros de área do Vasco. Os dois ilustraram muitas capas de revista.













NA CAPA DA PLACAR
Os zagueiros Abel e Brito e os atacantes Ramon e Ademir.
Um encontro de Gigantes!
(Foto que ilustra a capa da Revista Placar n.448, nov/1978)


COMEMORANDO O CENTENÁRIO
Alcir, Vavá, Dinamite, Brito e Barbosa comemoram o centenário do Vasco (1988)


Fontes:
- NETVASCO (www.netvasco.com.br)
- Site do Mauro Prais (www.netvasco.com.br/mauroprais)
- Livro "Seleção Brasileira 1914 - 2006", Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf
- Museu dos Esportes (http://www.museudosesportes.com.br/)
- Blog Na Boca do Gol (http://valdirappel.blogspot.com/)
- Blog História do Futebol (http://blog.cacellain.com.br/)
- Blog Mais Memória, do Izaias Nascimento (http://blog.maismemoria.net/)







3 comentários:

  1. Ricardo,

    Para se ter ideia da moral e do prestigio que o Brito tinha no Vasco, alem de ser o capitao, ele batia ate' penaltis.

    A imprensa adorava noticiar intrigas envolvendo o Brito, ora com supostas transferencias para algum outro clube, ora com desentendimentos com tecnicos, geralmente tudo especulacao, para nao dizer mentiras. O Santos comprava o passe dele quase todo ano... Ate' que, no segundo semestre de 1969, a saida dele do Vasco acabou acontecendo, e logo para o rival. Mas ele nao ficou la' muito tempo nao. Passou a maior parte do tempo servindo `a Selecao que se preparava para a Copa de 1970, e na volta do Mexico, o Yustrich, tecnico deles naquela epoca, tinha o estilo autoritario e decidiu deixar o Brito no banco porque o zagueiro Washington, tremendo carniceiro e beque de roca, era o seu preferido. Resultado: Brito negociado ao Cruzeiro. Mas de coracao ele sempre foi vascaino, ate' hoje.

    Um abraco,
    Mauro

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  2. Caro Mauro,
    Pelo que já li, o Brito era nos anos 60 (anos difíceis para nós vascaínos... aliás, bem parecido com os últimos anos...) o grande destaque do Vasco. Exaltam o seu preparo físico (acima da média), a seriedade com que atuava, o bom desempenho no jogo aéreo... Provavelmente a "imprensa", com suas intrigas, desejasse desestabilizar o nosso capitão...rsrs... Uma pena não ter ido para a Copa de 70 como jogador do Vasco! Sobre a rápida passagem pelo rival, vi uma capa da Placar com uma foto grande do Brito onde estava escrito "VENDE-SE". Certamente por conta do relacionamento difícil com o Yustrich que você mencionou... Li (não me lembro onde...) uma matéria sobre o Brito onde declarava seu amor ao Vasco afirmando que, por conta disso, sempre fez questão de levar seus netos para serem batizados na capela em São Januário.

    Forte abraço!

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  3. Ricardo
    Quando comecei a ouvir os jogos do Vasco nas Rádios, Globo, Nacional e Tupi do RJ, o zagueiro central era Bellini um grande jogador que já havia sido campeão pela seleção em 1958 como titular e erguendo a primeira taça Jules Rimt para o Brasil. Mas em 1961 foi vendido ao São Paulo.
    Então entra este outro grande jogador Brito que na minha infância era entre tantos como Paulinho, Orlando, Coronel, Roberto Pinto, Sabará, Pinga, Vavá, Almir, Célio, Mário, Oldair, Maranhão, Lorico e tantos outros meus idolos.
    Brito foi um jogador espetacular deste para ficar na memória...pena que ainda em treinamento da seleção em 1969, foi para o Flamengo e isso é imperdoavel...mas acho que nem jogou e foi negociado em 1970 logo após a copa para o Cruzeiro para fazer companhia ao Fontana que por lá já tinha ido.
    Parabésn por mais essa bela postagem
    Abraços
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.

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